domingo, 28 de outubro de 2007

A ti, Linda Leiria...

A ti, devo o começo da minha vida universitária...
- As praxes, as saídas à noite durante a semana, as olheiras de cansaço durante o fim de semana (Ai que estudas tanto, filha....), o curso (tinha que ser...), a vida boémia de estudante e de tuno....
A ti, devo os amigos que ficam para sempre...
- O meu verdadeiro rebanho: quatro raparigas e dois rapazes, que com o bom humor que os caracteriza, simpaticamente nos apelidaram de carneiras. (-Epá, mas carneiras porquê? - Olha, porque parecem um rebanho, sempre junto para todo o lado!)
Por não ir por onde o resto do rebanho ia, sou Tresmalhada... por dormires muito, és Mal-dormida... por desenhares flores como se vivesses num mundo de fadas, és a Florida... por seres a mais velha (e já teres idade de ter juízo) és a Mor... por tocares flauta numa banda, és a Transversal... Por teres a mania que tens piada, e por nos teres apelidado a todas, és o Pastor... e tu, grande maluco, serás sempre o nosso Cão Pastor, que nunca deixa o rebanho perder o rumo... O rebanho cresceu, tal como nós, e muitas foram as carneiras que se perderam, mas que mesmo assim fazem parte deste grupo: Apimentada, Pekinita, Turística, Coleira de carneira...
A ti, devo a Tum'Acanénica...
- A Tuna das Canecas, com quem vivo os encantos da cidade, o esforço, as discussões e as alegrias nos ensaios (porque discutir também faz bem), as emoções de festivais e as viagens pelo país... Com quem ainda hoje, vivo as alegrias de pertencer a uma tuna, que me acolhe de braços abertos mesmo estando longe, que me faz vibrar em palco com a sua alegria e espírito de grupo, que me contagia com as suas vivências, memórias e amizades (e irmandade, também) criadas por todo o lado, sempre de caneca na mão...
A ti, devo o Real FesTA...
- Aquelas noites loucas com aqueles loucos (...cerveja, cerveja, ir jantar, cerveja, já são horas de actuar, cerveja, alinhar textos, cerveja, entra em palco, sai de palco, cerveja, alinhar textos, cerveja, ir para a disco, cerveja, cerveja, cerveja...), os únicos e inimitáveis Jogralhos... Sempre de amarelo, sempre a pensar na braguilha (tenho pena que o vosso referendo não tenha corrido bem :D), sempre a desafiar alguém para uma resposta pronta e arisca, sempre com bom humor e boa disposição...
A ti, devo tudo isto e muito mais...
- Aquilo que sou hoje!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Dói-me...

Como nuvens pelo céu

Passam os sonhos por mim.

Nenhum dos sonhos é meu

Embora eu os sonhe assim.

São coisas no alto que são

Enquanto a vista as conhece,

Depois são sombras que vão

Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna

Meu coração ao que foi?

Que dor de mim me transtorna?

Que coisa inútil me dói?

Fernando Pessoa, 17-6-1932

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O rebanho

Por toda a parte que se vá, acabamos sempre por encontrar um rebanho, onde acabamos por nos inserir... Surgem as alcunhas, as histórias que mais tarde recordamos, enfim, o início do que acaba por se tornar numa grande amizade...
Para o resto do rebanho do qual me "tresmalhei", venham pastar por estes lados :)